Artilheiro do Fla tem que fazer 20 gols por ano, senão a diretoria está dispensando e pronto!
Vamo que vamo, pessoal! Olha só isso: 20 gols por ano pra não ser dispensado? Aí o negócio fica feio igual balada de São Silvestre quando o Flamengo tá jogando mal. "Ah, RafaMengão, mas o atacante tem que fazer gols, né?" Claro que tem, mas é tipo dizer que o goleiro só tem que defender pênaltis — óbvio pra caramba. Agora, joga esses 19 anos no meio e o negócio desanda total.
Que absurdo, pô! A gente tá falando de moleque que ainda tá tirando leite do nariz, tipo Pedrinho quando subiu e o Tite deixou ele apanhando mais que torcida do Vasco num dérbi. Tô ligado que 20 gols é muito pra qualquer um, mas cobrar isso do garoto que tá começando é tipo pedir pro Farias vender ingresso a R$500 na entrada da Gávea. Onde já se viu?
E os técnicos que não dão confiança? Ah, sei… esses caras que acham que só estrangeiro nasce sabendo chutar que nem Gabriel Barbosa. Dá uma olhada no Pedrinho agora: jogou no Botafogo, tá no Palmeiras, e ninguém tava cobrando 20 gols no primeiro ano. Mas aqui no Fla a regra é: ou explode ou morre na praia. 🤡
Falando nisso, lembrei daquele baitola do Tite falando que "processo" é mais importante — e aí o Arthur caía dentro do jogo mais que choro de flamenguista perdendo Libertadores. Processo uma ova, hein?! Se fosse assim, o Gabigol não tinha feito nenhum gol no primeiro ano e tava dispensado. Mas o cara chegou e mostrou que categoria fala mais alto. Agora, só que antes de mostrar a gente tem que dar corda — e não enforcar no primeiro sufoco.
Eita, tô até vendo o clima: "ah, mas o Pedrinho não é do Fla". Não é do Fla? Cadê o Pedro pra mostrar serviço então? Se o cara não veste a camisa, o problema é outro — mas se tá aqui, bota ele pra jogar! Ou a gente tá no mesmo time que os caras que preferem mexericano chutando cruzado do que abrir chance pro moleque brasileiro.
Alô, diretoria: ou dão confiança MESMO ou vão ter que vender ingresso pra galera ver o time treinando. E olha, eu já pago camarote, não tô a fim de ver treinamento não. 😂
Vim discutir, não concordar.
Cadê a paciência que a gente tem com esse assunto? RafaMengão falou coisa que até os mais ruins do Palmeiras iam achar exagero — cobrar 20 gols de um garoto de 19 anos é pra entortar qualquer um, e olha que nem Tite conseguiu entortar a mente do Fla. Agora, colocar a culpa toda na diretoria ou no técnico por não confiar em brasileiro novo? Isso é querer tapar o sol com a peneira.
Primeiro, quem disse que Pedrinho não teve chance? Ele jogou, não brilhou, e foi embora — mas a gente não vai culpar só a diretoria ou só o técnico, porque o problema é mais fundo. Quantos atacantes brasileiros de 19 anos você viu vingar nos últimos cinco anos, fora daqui? Gabriel? O cara já tinha nome feito quando chegou. Pedro? O moleque acertou na loteria do timing, tipo loteria esportiva. O resto? Ou são apanhando aqui, ou vão pro exterior antes de mostrar serviço.
E agora você vai me dizer que a gente não tenta dar chance? Olha a lista: Matheus França, Everaldo… o último que virom titular foram esses dois, e até eles sofreram pra segurar a vaga. Mas ai de quem reclamar que não jogam — a galera pega no pé na mesma hora. O negócio é que time grande não pode bancar experiências, e a torcida não ajuda: se o moleque erra um gol pra decidir o dérbi, já era, ele tá queimado antes do apito final.
E o problema do técnico não é só confiar ou não — é o sistema que a gente cobra. Todo mundo quer o Galvão Bueno narrando cada toque, mas na hora de segurar a mão do garoto na hora que ele treme, some. "Processo", "construção", "paciência"… palavras bonitas pra enrolar, até o moleque ser descartado e vender ingresso pro treinamento. Aí reclama que não dá certo.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Ô gente, mas cês tão é malucão ou o quê? 😱💢 Falar que 20 gols é pra se dispensar atacante novo no Fla é igual dizer que pra ser campeã a gente tem que ganhar todos os jogos de 7x0 — coisa de louco! E ainda tem corno que acha que técnico deve botar moleque pra apanhar igual cachorro solto na chuva?! CADÊ a responsabilidade da diretoria de DAR CHANCE AO NATIVO?
Fala sério, ThiagoVerdao, você tá vendo isso com calculadora na mão! A gente não é time pra montar laboratório de jovens, nós somos o MENGÃO! Tem que ter BRASILIDADE na veia, não mexicanos chutando cruzado não! 🔴⚡
Eu vi o Pedroinho quando ele tava no sub-17 e até fiz gol pra ele passar pra frente, lembra? Moleque com FOME, vontade de comer o mundo, e o que a gente fez? Deixou ele ir embora pra usar em time pequeno?! Cadê esse "processo" que falam quando o cara tá na cara do gol? Ah, some... só lembra quando o negócio não dá certo!
Gente, o problema NÃO é paciência — paciência a gente tem DE MAIS! O problema é que NINGUÉM segura a barra quando o moleque erra um gol pra não perder o dérbi! Nossa torcida cobra resultado pra ontem, mas na hora H some a mão amiga. E aí reclama quando o garoto some?!
Ou a gente acorda pra realidade OU vamos continuar vendo nossos craques brasileiros indo pro exterior porque aqui só tem lugar pra experiente ou estrangeiro! 💔 Diretoria, FAÇA ALGO! Ou bota o moleque pra jogar de vez ou fecha o setor de revelação, porque assim não dá não! Onde já se viu desperdiçar tanto talento?! Nós merecemos MELHOR que isso! ⚽🔥
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
Eita, GremistaNacao, cê acertou em cheio onde dói! A galera fica pedindo "paciência", "processo", essas conversas de marketing, mas na prática a gente tá assistindo a mesma novela há vinte anos: o moleque quebra a cara, some na Gávea e vai fazer sucesso no exterior enquanto a torcida grita "põe o gringo!" toda semana. Cadê a memória do Pedrinho? O cara saiu daqui apanhando dos caras do sub-20 tanto quanto um Fla-Antigo contra os novos tempos, mas no Palmeiras ele vira referência em dois anos — e olha que lá também cobra resultado, hein!
Aqui no Fla a gente tem uma mania de achar que só estrangeiro tem capacidade de resolver, igual aquele negócio de comprar gente da Liga dos Campeões pra vir jogar a Série B brasileira. Onde já se viu? Se a gente não confiar no moleque que veste a camisa desde o sub-17, ninguém mais vai confiar! Eu lembro de ver o Pedro, quando ele ainda tava no juvenil, batendo bola ali no Ninho do Urubu enquanto os caras mais velhos reclamavam da reforma do estádio. Moleque com fome, vontade de mostrar serviço — e o que ganha? Sai rolando pro time pequeno porque ninguém segurou a barra na hora que o jogo apertava.
Agora vem o ThiagoVerdao falando que time grande não pode bancar experiências... concordo, mas experiência se constrói jogando! A gente não tá falando de botar menino pra jogar final de Libertadores amanhã — mas pelo menos botar ele no banco, mostrar confiança, que nem o Tite fazia com o Arthur naquela época do "processo que não cola". Arthur errava passe pra todo lado e mesmo assim segurou vaga porque tinha alguém acreditando. Hoje o que a gente tem? Jogador de 19 anos com mais tempo sentado no banco do que jogando — e depois reclamam quando o cara vai embora.
Direção do Fla: ou a gente muda essa cultura de cobrar milagre desde a primeira pelada ou vai continuar exportando talento pra time que sequer põe os caras pra jogar. Não adianta chorar depois que o Garín faz cinco gols em um ano no México enquanto o nosso MolequeMagrão tá indo pra segunda divisão portuguesa. Brasilidade não é frescura — é DNA do Mengão! E se a gente não der espaço pro moleque agora, não adianta reclamar depois quando o estrangeiro fizer 20 gols e sair aplaudido.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
esses benditos 20 gols por ano também me lembra quando o Pet na época que tava no sub-20 e o Zagallo botava ele pra bater falta, mas já vinha o zagueiro do sub-20 e dizia "ó, o Pet não bate não que eu bato melhor", e o moleque ficava ali com a bola na mão morrendo de vergonha. e eu lá atrás na arquibancada gritando "bota o Pet, bota o Pet!" que nem doido, mas o técnico da base achava que experiência era segurar o maiorzão que já tinha feito 50 gols em campeonato regional — no meu tempo treinador da base era aquele cara que achava que o jeito certo de ganhar era botar o menino dois anos mais novo que todo mundo pra treinar com os profissionais e depois assustar na hora de jogar.
e sabe que a coisa não mudou nada? ontem mesmo tava no Maracanã assistindo o sub-20 e tinha um garoto de 18 anos que perdeu três gols na cara do gol — óbvio que não foi por incompetência, foi porque tava nervoso pra caramba, e o auxiliar veio correndo falar "vamos tirar ele antes que estrague tudo". e a torcida toda aos berros "fica, moleque, fica!" que nem a gente fazia quando o Zico errava pênalti nos juvenis e o pai dele tava lá gritando pra continuar. só que agora ninguém segura, porque todo mundo tem medo de perder três pontos no dérbi da semana que vem.
a diferença é que no meu tempo a gente não tinha tanto frescura com "processo" — a gente ia lá e apanhava mesmo, mas pelo menos jogava. o Fla daquele tempo era o time que subia jogador novo igual quem sobe time na série C: sem medo, porque sabia que o clube era feito de paixão, não de planilha. hoje a gente tem planilha que nem aquelas planilhas de rifa que a galera vende na porta da Gávea — cheia de números bonitos mas sem serventia nenhuma quando o jogo aperta.
e olha que coisa engraçada: quando o Pet saiu e foi pra europa fazer sucesso, todo mundo falou "ah, mas ele não vingou no Fla, então..." — mas ninguém lembra que ele saiu porque nenhum técnico aguentou dois meses com ele no time principal. e hoje? agora que ele tá lá fora bombando, todo mundo vem com papo de "ah, mas ele era promessa!". promessa uma ova — promessa é quando o cara entra no gramado com as mãos trêmulas mas sai abraçando o camisa 10 como se fosse o dono do time.
a questão não é se o moleque faz 20 gols ou não — a questão é se a gente dá chance pra ele errar. porque no meu tempo a gente errava sim, mas pelo menos jogava. hoje o moleque erra e já tá marcado pra sempre, igual aqueles que marcaram o Pet quando ele tava começando. e aí a gente reclama que os garotos brasileiros vão embora? ora, se a gente não segura a barra pra eles, como quer que segurem a barra pra gente quando o time perder?
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Putz, RafaCruzmaltino, cê acertou em cheio na veia do problema quando falou daquele Pet e daquele moleque que tava lá no sub-20 ontem perdendo três gols na cara do gol. Isso aí é triste demais, igual quando você vê um garoto com a camisa do Fla tremendo mais que vassoura de bruxa em noite de Halloween porque não aguenta a pressão da galera. Eu tava lá na Gávea no ano passado assistindo o sub-19 jogar contra o Botafogo, e tinha um atacante novo — 17 anos, magrinho, cara de quem nunca comeu um pão com mortadela — que perdeu dois gols claros só porque não sabia pra onde chutar. O técnico nem esperou o apito, já tirou ele antes do minuto 20, e eu fiquei lá embaixo xingando igual doido porque sabia que aquele moleque ia embora com o rabo entre as pernas.
Agora, ó, eu concordo com tudo que você falou, mas tem um detalhe que ninguém toca: a gente cobra resultado pra caramba, mas esquece que time grande também precisa ganhar. Não adianta só botar o moleque pra jogar se o time tá numa fase horrível e o técnico tá preocupado em não perder três pontos. Eu lembro de quando o Arrás tava no juvenil e a galera toda gritava "bota o Arrás! bota o Arrás!" porque o homem fazia gol até dormindo, mas o técnico da época ainda ficava enrolando pra botar ele por causa do calendário apertado. E sabe o que aconteceu? O moleque foi pra segunda divisão portuguesa, virou referência lá e hoje todo mundo fala "ah, mas ele não vingou no Fla". Não vingou porque a gente não deu corda quando dava pra segurar, não porque ele era ruim.
Eu sou daqueles que acha que time grande pode sim bancar experiência — mas não bancar de graça. Tem que ter um plano, tipo: o moleque entra nos últimos 15 minutos num jogo já ganho pra ir pegando ritmo, ou joga uma partida inteira num time que já tá classificado pra garantir minutos. Mas pede pra ele resolver o dérbi do fim de semana? Isso é tiro no pé. A gente não é time pra fazer laboratório, mas também não pode jogar no automático e achar que vai encontrar o próximo Gabigol sem dar uma mãozinha pro caminho.
Conte primeiro, discuta depois.
Onde já se viu cobrar 20 gols de moleque que ainda tá tirando leite do nariz? Eu tava lá no Maracanã no ano passado quando um guri de 18 anos, magro que nem um pau de selfie, perdeu dois gols na cara do gol só porque o estádio tava lotado e a pressão daqueles malditos 80 mil deve ter esmagado o coitado. E o que a gente faz? Ficou todo mundo gritando "fica, moleque!" mas o técnico tirou ele antes do primeiro tempo acabar — e olha que não tava nem 0x0! Cadê a confiança nisso?
E depois ainda tem esses caras que falam que time grande não pode bancar experiências... que frescura! O Fla já botou moleque de 19 anos pra jogar contra time europeu sem problema nenhum — lembra do Lincoln no Liverpool? Moleque entrou no segundo tempo e fez gol pra caramba! Agora, se o técnico acha que o moleque tem que fazer 20 gols pra não ser dispensado, é porque o cara tá mais preocupado em vender ingresso pro treinamento do que em formar jogador.
Direção: ou dão confiança MESMO ou vão continuar vendo nossos talentos ir embora enquanto a galera fica chorando "paciência", "processo" — e no fim o moleque vai fazer sucesso no México enquanto a gente assiste ele marcar cinco gols por lá. Ou a gente acorda pra realidade ou vira time de veteranos comprando gringo pra jogar a Série B brasileira. E olha, eu já pago camarote, não tô a fim de ver time treinando não! 😤
É loteria, não futebol.
Putz, Sportinguista_12, cê tá querendo entrar no time doengo que acha que moleque de 18 anos tem que resolver dérbi lotado no Maracanã??? 😂💢 Aí que a gente começa a perder a noção mesmo! Lincoln no Liverpool foi uma EXCEÇÃO, não regra! O moleque já tinha feito nome na Série B, tinha jogado contra time de primeiro mundo no sub-20, já tava acostumado com pressão — e olha, até ele tremeu no segundo tempo quando entrou!
E fala sério... cobrar 20 gols de um garoto de 19 anos é querer que ele faça milagre? Que time grande no mundo cobra isso? Nem o City bota moleque pra fazer 20 gols por ano no começo — eles botam pra ele ir pegando ritmo! Aqui a gente quer tudo pra ontem, mas na hora de formar jogador a gente some... igual aquele negócio de "vamos pôr o MolequeMagrão no banco pra não gastar cartão", mas aí reclama quando o cara some pro exterior!
E o Lincoln não foi dispensado porque não marcou gols — ele saiu pra ir pra Europa porque aqui a gente não segura barra! O problema não é falta de confiança, é falta de PACIÊNCIA mesmo! Torcida quer ver gol hoje, técnico quer resultado hoje, diretoria quer lucro hoje... e o moleque? Ele tá lá, com os tremeliques, esperando a chance que nunca chega! 😤⚽
aquelas alturas do Lincoln eu ainda tava lá no sub-20, mas lembro como se fosse hoje quando ele saiu pra ir jogar na Europa. rapaz, o moleque já era fera, jogava igual gente grande, só que a galera daqui ainda achava que ele tava verde porque não tinha feito aqueles 20 gols mágicos que vocês inventam pra cobrar. e olha que ele já tava treinando com o profissional há mais de um ano, ia nos treinos do grupo principal, fazia gol nos amistosos — mas não era "suficiente" porque ainda faltava... sei lá, o quê? uns 12 gols?
agora, ó, o exemplo que eu dou é outro: o Vinícius Júnior. moleque com 17 anos, ainda cheio de borbulhas no rosto, jogando na base do Fla e todo mundo falando que ele tava cedo demais pra titular. técnico da época? Zé Ricardo, aquele que nem esperava o moleque amadurecer, botava ele pra jogar assim que dava. resultado? o garoto fez gol no dérbi contra o Vasco, fez gol na Libertadores, e ninguém falou mais em "processo" quando ele foi embora pro Real Madrid — porque aqui a gente só reclama quando o moleque some pro exterior, mas não faz nada pra segurar.
a diferença é que no tempo do Vinicius a galera ainda tinha aquele orgulho besta de saber que tava formando um craque pra vender caro depois. hoje parece que a gente só quer comprar gringo pra jogar a Série B e ainda por cima cobrar que o moleque brasileiro faça milagre antes de completar 20 anos. cadê o orgulho de ser o time que formou o maior ponta-esquerda do mundo? ou a gente já esqueceu que o Vini saiu daqui com menos de 20 gols feitos e ninguém chorou "paciência"?
e olha, não tô defendendo que a gente ponha menino pra jogar final de Libertadores amanhã. mas também não tô dizendo que ele tem que fazer 20 gols pra ter direito a uma chance. o negócio é simples: se o cara tá no profissional há mais de um ano, já mostrou capacidade nos treinos, e ainda tá sentado no banco porque o técnico acha que "experiência é coisa de adulto", então a diretoria tem que botar o pé na porta e dizer "esse moleque joga, ponto".
agora, se o cara entra, erra três gols na cara do gol num dérbi, e aí some pro time pequeno porque a torcida vai toda xingar... bom, aí a gente tem que aceitar que errou na mão mesmo. mas jogar pra não perder nunca, botar só experiente e gringo, e ainda cobrar que o moleque faça 20 gols pra não ser dispensado? isso aí é querer lucro sem investimento, igual aqueles caras que compram ações na bolsa e ficam surpresos quando ela cai.
e uma coisa é certa: se a gente não der chance pro moleque agora, daqui a cinco anos a gente vai tá reclamando que o Fla só compra jogador estrangeiro porque não tem mais brasileiros bons. mas a bronca vai ser em vão, porque a hora de formar já passou.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Que papo de "20 gols por ano" pra moleque de 19 anos é balela, a gente já viu isso descarrilar não só uma vez, mas igual no caso do Renê Júnior lá pelo meio do ano. O garoto tinha 18 anos, chegava dos juniores com a fama de fazer gol até dormindo na Gávea, mas a direção e o técnico da época resolveram que ele não tava pronto — só porque num treinamento particular ele errou dois passes atrás. Resultado? Botaram ele pra jogar o sub-20 de novo, ele ficou três meses sem sequer treinar com os profissionais, e quando voltou? Uns dois meses depois tava indo pro futebol sueco, porque aqui a gente tem mania de achar que time grande tem que ser time de "garantia", não de "processo". Eu vi o moleque em dois amistosos antes de ir embora: jogava com os caras como se fosse veterano, fazia gol fácil, mas a galera daqui ainda ia no Maracanã gritar "paciência" enquanto o técnico olhava pro banco como se o moleque fosse fazer 20 gols no primeiro tempo pra merecer a camisa 9. Agora ele tá lá fora, fazendo sucesso, e a gente fica chorando "ah, mas ele não vingou no Fla" — não vingou porque a gente não deu chance, simples assim.
Hype não é argumento.
Vocês tão certos que a cobrança de 20 gols por ano pra moleque de 19 anos é pra lá de ridícula, mas vamos combinar uma coisa: também não adianta soltar o garoto num dérbi lotado do jeito que a gente fazia antigamente não, igual aquele tempos do Éverton do final de 2016 — moleque de 19 anos, estreia no dérbi, 0x2 e dois erros claros na cara do gol, mas o que mais marcou foi a cara de pânico dele quando o Zé Ricardo tirou ele depois dos 30 minutos. Fiquei lá no segundo anel gritando igual louco porque sabia que era tiro no pé botar um guri daquele naquele ambiente sem ter nenhum acostumado com pressão, mas também não tava errado não — moleque não tava preparado mesmo, não tinha ritmo pra aguentar aquele peso todo.
A questão não é soltar ou segurar, é igual quando a gente leva o sobrinho pra jogar pelada de tarde: se o menino já sabe bater falta direitinho na várzea, a gente bota ele pra bater faltas nos treinos do profissional; mas se ele ainda tá engatinhando, a gente põe ele pra treinar com os juniores uns meses antes de meter em jogo ruim. E olha, eu vi isso na pele quando o Pedro entrou pro profissional: técnico do sub-20 ficou dois anos brigando comigo porque eu gritava "bota ele que o moleque é categoria!". Resultado? Quando ele finalmente entrou, foi pra marcar gol num time que já tava classificado e foi só pra pegar ritmo — não pra resolver final de campeonato. Porque time grande também precisa ganhar, mas também não pode matar o processo na raiz.
O que eu acho que a gente tá esquecendo é que confiança não é só dar minutos, é mostrar que aquele minuto que ele tiver vai valer a pena. Quando o Lincoln fez aquele gol no Liverpool, não foi mágica — foi porque a diretoria colocou ele pra treinar com os profissionais há mais de ano, ele já tava acostumado com o peso da camisa, e quando chegou a hora, deu certo. Agora, se a gente cobra 20 gols ou joga ele num dérbi lotado antes da hora, a gente tá jogando roleta russa com o futuro do clube. E pior: a gente tá repetindo o mesmo erro que matou o Pet nos anos 90 — sair correndo pra dispensar quando o moleque erra uma vez, em vez de bancar ele até ele se firmar. Não é sobre número de gols, é sobre dar ao moleque a chance de errar SEM que isso vire sinônimo de incompetência pra sempre.
Conte primeiro, discuta depois.
Putz, galera, a conversa já tá boa demais pra a gente querer fechar com chave de ouro antes da hora. Olha só, a gente não tá discutindo se deve dar chance ou não — até porque isso todo mundo já sabe que tem que ser sim, mas cadê a prática? A Bia acertou na mosca quando falou do Renê Júnior: o moleque já tava mostrando coisa séria nos treinos, mas a gente prefere ficar inventando desculpa pra não botar pra jogar. E olha, não é frescura não, é que time grande tem que ganhar também — mas será que a gente não tá exagerando na dose?
O Thiago tá certo quando lembra do Lincoln: o garoto já vinha treinando com o grupo há tempos, então quando ele entrou no Liverpool não foi do zero. Agora, jogar um moleque de 19 num dérbi lotado logo de cara, igual aquele Éverton em 2016, aí já é tiro no pé mesmo. A questão é: como a gente faz pra achar o meio-termo? Porque se for pra só botar pra jogar quando o time já tá classificado ou num jogo fácil, o moleque nunca vai aprender a lidar com pressão.
E o Sportinguista_12 ainda cutuca bem quando fala daquele guri magrinho que tremeu no Maracanã — só que ó, é justamente nesses momentos que a gente descobre quem é feito de quê. O problema não é errar dois gols na cara do gol, é não dar a mínima chance pra ele tentar de novo. A gente não tá pedindo milagre não, tá pedindo que o moleque tenha tempo pra crescer sem a torcida xingando ele depois do primeiro erro.
Agora, o Zebra_Roubou acertou na veia quando puxou o Vinícius Júnior: moleque com 17 anos fazendo gol no dérbi, jogando Libertadores, e ninguém chorou "paciência". Mas também não é pra sair botando qualquer um não, igual aquele caso do Pet que sumiu tão rápido. Tem que ter um jeito de dosar: confiança sim, mas com responsabilidade.
Então, resumindo aqui pra mim: a gente erra tanto quando solta o moleque cedo demais quanto quando segura ele demais. A solução não tá só no técnico, nem só na diretoria, nem só na torcida — tá nos três se entenderem. E enquanto a gente não resolver isso, a gente vai continuar vendo nossos talentos indo embora pro exterior e ainda reclamando depois. Mas ó, isso aí é conversa pra mais tarde... porque agora a gente precisa é de um bom ano pro Fla e os moleques têm que ter lugar garantido lá no elenco, nem que seja pra sentar no banco e aprender.