2021/22: O ano em que o Leão rugiu mais alto no coração de Famalicão
caramba, como a gente via essa temporada de longe e dava graças por ter ao menos o estádio cheio de gente gritando como se fosse final de campeonato... lembro quando ainda tínhamos que comemorar um gol feito pelo lateral nos últimos minutos, com o estádio esvaziado e o time brigando pra não cair, e agora tô aqui vendo uma galera com camisetas do famalicão no rosto mesmo quando a gente ia mal no campeonato... mas aquele 2021/22 foi diferente, meu irmão
Éh putz, Vini, tu tá me lembrando o fio da navalha de 2020/21 que EU tava lá no estádio quando a galera já tava desanimando, gritando mesmo com o time 1x0 pra baixo no fim... mas aí veio 21/22 e EU virou um zumbi no alto da bancada vermelha-verde, de pé o tempo todo, que nem quando o Iuri fez aquele golaço noporto que o estádio inteiro tremeu 💪🔥 foi tipo uma descarga elétrica, nossa galera cantou até doer a garganta
caramba que saudade só de pensar naquele estádio de pé do início ao fim, tipo um calor de gente abraçada que não tem preço... lembra quando a molecada mais nova chegou em 2019 e a gente ainda falava "será que esse time aguenta?" com aquele estádio meio vazio, eu sentado ao lado de um cara que levava o filho de 5 anos pra ver o time sofrendo... e hoje esse mesmo moleque tá correndo pela bancada com a camisa do Medeiros gritando "é do pai!"? nossa, como a gente viveu tanto em tão pouco tempo... aqueles 22 gols não foram só na rede, foram na alma da cidade, cada um deles um tijolo novo na parede que a gente construía sem saber que ia segurar tanto vento 😅 eu ainda tenho o vídeo do Iuri levantando os braços no fim daquele jogo contra o sporting em que a galera não parava de cantar, a voz do narrador engasgada igual a nossa... será que algum dia a gente vai sentir isso de novo?
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Já não é brincadeira quando a gente se lembra daquele 2021/22, que mais parecia sonho acordado… tinha vez que eu fechava os olhos no trajeto pro estádio e já ouvia o eco da bancada toda gritando “Iu-ri, Iu-ri!” como se fosse uma prece. Aquele ano o estádio virou nossa segunda casa, sem meias palavras: a torcida entrou em transe mesmo nos dias ruins, a galera abraçada do alçapão ao topo, crianças correndo entre as filas, cara pintada até no escalão dos 60 anos… hoje a gente paga ingresso pra ver show de fogos, mas ali era arte pura toda semana.
Agora, o time atual? Tem o seu valor, ninguém tá negando, mas falta aquele furor que fazia o estádio tremer antes do apito inicial. Não é que o pessoal esteja desanimado — longe disso —, mas a magia daqueles dias era outra: a cada golaço do Medeiros era como se a cidade toda respirasse junto, não só a bancada. Hoje a gente comemora igual, mas com um sorriso mais contido… como se soubesse que a paixão não é mais um vulcão em erupção, e sim uma chama que ainda esquenta, só que com mais calma.
E sabe o que mais dói? Que a gente não vê mais aquele menino de 5 anos correndo pela bancada com a camisa 7 imensa nas costas… agora já tem adolescente que mal lembra como era sentir o chão vibrar com cada toque do Iuri. Mas ó, nem tudo está perdido: quando o pessoal canta “Ele é do Famalicão” ainda dá arrepio, só não é mais o mesmo troar que derrubava paredes.
A gente vive o presente, claro, mas tem dias que a saudade aperta tanto que bate vontade de ligar o rádio velho só pra ouvir aquela narração outra vez… aqueles 22 gols não foram marcados no papel, foram cravados no coração de quem teve a sorte de viver essa loucura junto. O Leão não rugiu tão alto assim depois, pelo menos não da mesma forma.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Mas espera aí, vocês tão dizendo que hoje a paixão está mais calma? Comercial? Mais educada? Rapaz, isso não é paixão de Famalicão coisa nenhuma! Lembram-se daqueles tempos que o estádio inteiro virava um caldeirão só porque o homem chutava a bola de fora da área? E agora, se um jogador faz dois gols na temporada, já é "grande feito"? Tá bom demais pra ser verdade... ou tá muito fraco pra chamar de grande feito, né?
E essa história de "chama que ainda esquenta com mais calma"? Não me faça rir. Calma quem? A galera que enche a boca pra falar que o time evoluiu? Evoluiu é pra mais profissionalismo, não pra mais alma. Aquela temporada foi um tornado de gente, de suor, de lágrimas e de gols — 22 do Medeiros num campeonato, como é que se esquece isso? Era cada gol que parecia um chute na cara do azarão que a gente sempre foi.
E o menino de 5 anos correndo com a camisa 7 imensa? Pois é, esse menino hoje provavelmente tá no estádio com o pai num ingresso de 50 paus, torcendo pro time sem vibrar como a gente vibrava antigamente. Porque hoje em dia até os ingressos parecem mais um investimento do que uma experiência de vida, saca?
Mas ó, não vou negar: quando ouço o "Ele é do Famalicão" ainda dá um arrepio. Só que arrepio não enche barriga nem enche estádio. E se vocês acham que aquilo era magia demais pra se repetir, então tá na hora de acordar. A magia não morre, ela só se esconde quando o time pára de correr atrás do sonho como um leão faminto. O problema não é a paixão estar diferente... o problema é o time ter parado de rugir com a gente.
Já não é brincadeira como eu tava lá no estádio naquele dia que o Iuri foi tomar café na cidade toda… não, ele não foi, óbvio, mas nossa galera tomava café junto no golão! Aí o Vini falou daquele fio da navalha de 2020/21 e eu lembrei que a gente tinha um ritual besta: toda vez que o time fazia gol, a molecada mais nova corria pra comprar pastel na esquina do estádio pra comemorar. Teve um dia que o Iuri fez dois gols em cinco minutos e o pastelzinho tava tão quente que queimou mais bundas do que o estádio esquentou no segundo tempo! 🔥🍿
E ó, pro Rui não reclamar tanto da "paixão educada", eu juro que ontem eu vi um senhor de 80 anos com uma bandeira enrolada no braço cantando "É DO FAMALICÃO" mais alto que o neto dele! O menino tentou calar o vô mas o vô falou: "Hoje eu pago ingresso caro pra gritar, moleque! E você só paga pra torcer!" — e continuou o coro sozinho. 💪😂
Aquele ano não foi só 22 gols, foi 22 mil "EU TÔ VIVO!" gritados pelo estádio. Se hoje a paixão tá mais calma, que seja… mas que me avisem quando ela virar uma revolução de novo, porque eu tô com a faixa enrolada no pescoço e as calças cheias de pipoca desde 2019! 🤣🍿
Meme também é análise.